Vibe Coding com responsabilidade: Como garantir qualidade técnica em Projetos Low-Code 

Zallpy
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Autor verificado Autor verificado
16 janeiro

Vivemos um momento em que a pressão por entregar rápido virou norma. A popularização de ferramentas low-code e no-code, copilots, prototipadores visuais e fluxos prontos abriu um novo capítulo no desenvolvimento de software: um onde praticamente qualquer pessoa pode colocar uma ideia no ar em poucos cliques. 

Esse movimento deu origem a um novo estilo de criação conhecido como vibe coding: a prática de construir software de forma empolgada, acelerada e, muitas vezes, despretensiosa. O conceito gira em torno de ferramentas que minimizam barreiras técnicas e aceleram entregas, como Replit, Framer, Glide, Softr e copilots como GitHub Copilot e Cursor. 

Mas na Zallpy, temos uma leitura diferente dessa euforia. 

Estamos vendo produtos crescendo como castelos de cartas: bonitos, rápidos, mas instáveis. 

Quando o ritmo atropela a engenharia 

Sim, o vibe coding acelera. Em contextos muito específicos – MVPs, POCs, soluções internas – ele pode funcionar como catalisador. Mas o problema começa quando esse ritmo vira regra. Quando um protótipo improvisado vira o produto final. Quando o código provisório vaza para a produção. Aí, o que era agilidade vira herança técnica. 

E temos visto um padrão preocupante: profissionais sem bagagem em engenharia são levados a tomar decisões de arquitetura críticas, não por imprudência, mas por uma cultura que romantiza a velocidade e ignora os custos da má construção. 

Produto bom × Construção sólida: a balança invisível 

Uma ideia genial, se mal implementada, se torna um problema a médio prazo. Uma arquitetura robusta, sem direção de produto, vira desperdício. O valor real está no encontro entre esses dois mundos. 

Por isso, o problema não é o vibe coding em si. O problema é quando essa abordagem acontece sem padrões mínimos de arquitetura, sem testes, sem preocupação com escalabilidade, rastreabilidade, governança ou desacoplamento. 

O custo de acelerar sem o cuidado necessário 

Não é barato desenvolver rápido sem pensar na base. Pelo contrário: essa conta sempre chega. Seja na forma de refatoramentos longos, reescritas dolorosas, bugs que se tornam crises ou stacks que ninguém mais quer encostar. 

E mais: o débito técnico impacta diretamente a evolução do produto. Cada nova funcionalidade passa a ser um risco potencial. A confiança se perde. O time trava. 

Como garantir qualidade técnica em projetos Low-Code? 

Esse é o ponto central da conversa. A resposta passa por uma mudança de postura e processos, não apenas de ferramenta: 

  1. Delimitar quando o low-code faz sentido. MVPs, testes de mercado e soluções internas podem se beneficiar, mas nem tudo deve escalar sobre low-code. 
  1. Acoplar engenharia madura desde o início. Mesmo em projetos simples, há espaço para aplicar fundamentos como separação de responsabilidades, testes automatizados, pipelines e documentação. 
  1. Planejar a transição para código estruturado. Se um produto der certo, ele precisará escalar. E isso significa migrar, aos poucos, de ferramentas low-code para bases mais técnicas. 
  1. Capacitar times para escolhas melhores. A formação técnica precisa acompanhar a liberdade criativa. Saber usar não é o mesmo que saber sustentar. 
  1. Governar desde cedo. Mesmo protótipos precisam de visibilidade, auditoria e controle básico. A gestão de riscos começa no primeiro clique. 

O papel dos engenheiros experientes 

Engenheiros maduros não são apenas codificadores. São guardiões da continuidade. São eles que desenham o alicerce com visão de futuro, sinalizam riscos, limitam o improviso e preparam o terreno para um negócio escalável de verdade. 

Tecnologia não é sobre acelerar qualquer coisa. É sobre sustentar o que importa. 

Nem todo atalho leva ao destino certo 

Acreditamos que o vibe coding tem seu papel: ele impulsiona ideias, destrava o começo e democratiza a construção de software. Mas ele não substitui engenharia séria. 

Projetos que nascem da empolgação precisam, cedo ou tarde, encontrar sustentação técnica. Isso não significa desacelerar a inovação, mas garantir que ela não colapse sob seu próprio peso. 

O desafio está em encontrar o ponto de equilíbrio. E isso começa por reconhecer que nem toda entrega rápida é sustentável, e que decisões técnicas continuam sendo decisões de negócio. 

Se a sua organização está trilhando esse caminho, vale a pena fazer a pergunta: o quanto da sua velocidade está ancorada em estrutura sólida? 

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Somos especialistas em desenvolver soluções digitais customizadas, com tecnologia de ponta e de alto valor agregado. Somos parceiros estratégicos de grandes players internacionais, entregando inovação e inteligência a multinacionais de diversos segmentos. Atuamos como uma extensão do cliente, com alto grau de envolvimento no negócio e foco em resultados. E o nosso ambiente de trabalho é incrível! Colaborativo, integrado e inspirador, sempre incentivando a troca de experiências e a criatividade. Além disso, trabalhamos com diferentes modelos, com flexibilidade e agilidade para montar equipes sob medida e oferecer o melhor perfil e expertise técnicos para cada desafio.

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