Por que AI Builders não vão substituir o código
Antonio Paes
Autor verificado
20 fevereiro
No cenário atual, onde a tecnologia evolui rapidamente e acelera a transformação dos negócios, falar em tomada de decisão baseada em dados é uma exigência para líderes que desejam se manter relevantes e assertivos.
No entanto, ser verdadeiramente data-driven vai muito além de acumular dashboards e relatórios: trata-se de uma mudança cultural, estratégica e contínua.
Uma organização verdadeiramente data-driven é aquela em que as decisões, das mais operacionais às mais estratégicas, são tomadas com base em evidências concretas, não apenas na intuição. Isso exige dados confiáveis, acessíveis e contextualizados, mas também um ambiente de confiança, onde a equipe acredita e atua de acordo com esses dados.
Para quem lidera tecnologia, isso se traduz em usar métricas não apenas para medir desempenho, mas para direcionar prioridades, justificar investimentos e promover conversas baseadas em fatos com outras áreas. É quando os números passam a sustentar a narrativa do negócio, e não o contrário.
O maior desafio para implementar uma cultura de tomada de decisão baseada em dados é, paradoxalmente, humano. A resistência costuma vir do próprio tomador de decisão, especialmente quando os dados confrontam percepções estabelecidas pela experiência.
Além disso, se as informações não forem claras ou confiáveis, essa resistência aumenta. Por isso, antes de disponibilizar o acesso aos dados, é preciso garantir a qualidade e a governança das informações, para que o uso delas gere confiança, não dúvidas. E tão importante quanto a tecnologia é preparar as pessoas para interpretar e aplicar os insights no dia a dia.
Ser data-driven é uma jornada, não um destino. Mas há caminhos práticos para começar, ou aprimorar, essa transformação:
Nos próximos anos, veremos uma intensificação do uso da inteligência artificial como suporte à tomada de decisão, com modelos cada vez mais acessíveis e precisos. A democratização dos dados, impulsionada por ferramentas no-code e low-code, permitirá que diferentes áreas explorem informações com mais autonomia.
Outro movimento essencial será o fortalecimento da governança de dados, não apenas como requisito regulatório, mas como pilar de transparência e confiança. Organizações que tratam seus dados com responsabilidade ganham credibilidade junto a clientes, parceiros e ao próprio mercado.
A tomada de decisão baseada em dados é uma transformação no modo de pensar e agir. Ela começa na liderança e se espalha pela organização à medida que as pessoas passam a entender que dados não substituem a experiência, mas ampliam seu alcance.
Na Zallpy, acreditamos que ser data-driven é unir o melhor dos dois mundos: a precisão dos dados e o olhar humano para interpretá-los e transformá-los em ação. É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna parte da estratégia.