Por que AI Builders não vão substituir o código
Antonio Paes
Autor verificado
20 fevereiro
Se hoje as empresas têm acesso a volumes gigantescos de informação, o verdadeiro diferencial competitivo está na forma como esses dados são tratados e aplicados para orientar estratégias. Mais do que uma tendência, a cultura data driven é uma necessidade para qualquer organização que busca se manter relevante em um mercado cada vez mais ágil e digital.
Mas o que acontece, na prática, até que uma informação se torne um insight capaz de mudar o rumo de uma decisão empresarial? No segundo episódio do Zallpy Insiders, João Pedro, Engenheiro de Dados da Zallpy, compartilha como o seu trabalho e o de todo o time de dados impacta diretamente o sucesso dos negócios.
“Minha responsabilidade é cuidar dos dados do início ao fim. Desde a captação, passando pela estruturação e tratamento, até a disponibilização para que possam ser usados em inteligência artificial, relatórios ou dashboards”, explica João Pedro.
Esse processo envolve diferentes etapas e papéis dentro de um projeto. Cientistas de dados, analistas de negócio e engenheiros trabalham juntos para entender quais informações são necessárias, onde estão armazenadas, em qual formato e como serão disponibilizadas. “Às vezes o dado vem de um banco interno, outras vezes é extraído da internet. Pode ser um arquivo simples ou um banco de dados distribuído. Nosso desafio é transformar tudo isso em algo útil e acessível para quem precisa tomar decisões”, completa.
Essa jornada é o que garante que dados transformem decisões de negócio, fornecendo às empresas uma base sólida para ações estratégicas, e não apenas relatórios isolados ou dashboards sem contexto.
Para João Pedro, o uso inteligente dos dados é um divisor de águas. “Na minha visão, hoje, uma empresa ser data driven é o que vai diferenciar o sucesso e o fracasso. Dado é informação, e muitas vezes essa informação é o diferencial competitivo dentro de uma empresa”, afirma.
O ponto não é apenas coletar informações, mas garantir que toda a organização consiga extrair valor delas rapidamente. Uma cultura data driven forte permite que decisões sejam tomadas com agilidade, respaldadas por fatos e não por intuição. Sem esse alinhamento, empresas correm o risco de perder oportunidades ou investir na direção errada.
No dia a dia, ferramentas como Python, SQL e plataformas em nuvem (Google, Amazon, Microsoft) são usadas para construir ecossistemas de dados robustos. Mais recentemente, soluções como Databricks, Snowflake e bancos de dados vetoriais vêm ganhando espaço, especialmente com a ascensão da inteligência artificial generativa e dos LLMs.
Esse movimento é parte de um cenário onde os dados estão cada vez mais distribuídos, demandando arquiteturas escaláveis e flexíveis. Para João Pedro, a engenharia de dados é o alicerce para que insights estratégicos sejam entregues com qualidade e velocidade: “Quando os dados estão bem tratados e acessíveis, conseguimos dar às empresas a base para decisões seguras, seja no lançamento de um produto, em ajustes de operação ou na aplicação de IA para prever cenários”.
No fim das contas, é assim que dados transformam decisões de negócio: fornecendo não apenas números, mas clareza e direção para executivos e equipes.
Além da técnica, João Pedro destaca o ambiente colaborativo e as oportunidades de crescimento na Zallpy: “O que mais me chama atenção é a troca com as pessoas. Posso estar em um projeto hoje e, amanhã, trabalhar com novas linguagens e desafios diferentes. Isso me faz evoluir como profissional o tempo todo”.
Essa vivência constante com diferentes times, clientes e tecnologias é um reflexo da cultura da Zallpy, que incentiva aprendizado contínuo, visão cross das áreas e desenvolvimento de competências fundamentais para quem quer fazer parte de um ecossistema onde dados transformam decisões de negócio e guiam estratégias de alto impacto.
A engenharia de dados é, hoje, uma peça central no sucesso de empresas modernas. Mais do que uma função técnica, ela é o elo entre informação e ação, entre dados brutos e decisões estratégicas. E, como bem disse João Pedro, “saber usar bem os dados pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma empresa”.