Por que AI Builders não vão substituir o código
Antonio Paes
Autor verificado
20 fevereiro
Durante anos, o setor financeiro tratou a personalização como um diferencial. Hoje, com a convergência entre Open Finance e inteligência artificial para bancos, a personalização bancária com dados em tempo real não é mais uma vantagem, é uma exigência de mercado. E mais: ela está rompendo de vez com o modelo tradicional de perfis fixos.
Estamos entrando em uma era onde cada cliente deixa de ser um “segmento” e passa a ser um momento. E esse momento é detectado, interpretado e atendido em tempo real.
A lógica de personalização baseada em faixa etária, renda ou score de crédito já não é suficiente. Com o avanço da inteligência artificial para bancos, aliada ao ecossistema de dados do Open Finance, estamos testemunhando o nascimento de um novo paradigma:
Não é mais sobre o “cliente ideal para o produto”. É sobre o “produto certo para o momento exato do cliente”.
Isso significa que a oferta financeira ideal muda a cada clique, transação ou evento de vida. Se um cliente começa a gastar mais em produtos para bebês, a IA não espera o próximo ciclo de CRM: ela antecipa o contexto e recomenda novos investimentos, seguros ou alertas preventivos.
Microssegmentações em tempo real não são mais apenas uma teoria, já são entregues, testadas e ajustadas em segundos. É aqui que a personalização bancária com dados em tempo real ganha escala e valor.
Essa transformação só é possível pela fusão estratégica de dois pilares:
O resultado? Um ciclo virtuoso onde cada novo dado alimenta um modelo que entende, prevê e atua – criando um copiloto bancário aparentemente invisível, mas sempre presente.
Na prática, isso já está redefinindo os fluxos de onboarding, o design de carteiras de crédito e até a forma como a confiança é construída com o cliente final.
Mais do que uma trend, a personalização bancária com dados em tempo real é hoje uma das principais avenidas para a inovação financeira.
Os benefícios são claros para quem está operando isso com maturidade:
Mas nem tudo é simples. Privacidade, viés algorítmico e equilíbrio entre relevância e invasividade precisam estar na mesa desde o primeiro sprint de produto.
A próxima onda da personalização bancária com dados em tempo real está em agentes financeiros autônomos, contratos dinâmicos, e sistemas que operam com mínima fricção e máxima sensibilidade ao contexto.
E quem liderar essa transformação – com responsabilidade, tecnologia e visão estratégica – não estará só inovando. Estará criando o novo padrão de relacionamento bancário.
Afinal, o cliente não quer o banco mais inteligente ou mais famoso. Ele quer um banco que entenda ele.
Na Zallpy, temos apoiado bancos, cooperativas e fintechs a sair da experimentação e escalar esse tipo de estratégia. Não entregamos só código. Ajudamos nossos parceiros a interpretar o momento do cliente com precisão e atuar sobre ele com relevância.
Você está pronto para tornar a sua instituição tão inteligente quanto o seu cliente espera?